Contatos:

e-mail: nov.jesusnazareno@servidoras.org

Telefones: (11)5977-9932
                 (11)5977-3408

  • White Facebook Icon

O que é a vocação?

     Vocação é o chamado que Deus faz a uma pessoa para um estado ou modo de vida, segundo os planos de sua providência. Em virtude disso, a vocação é um mistério e só pode ser vista a partir da fé. Ela é sobretudo uma eleição. Para Deus, chamar equivale a eleger (Rm 9,11). Uma eleição que não tem outra explicação senão que a livre iniciativa divina.

      O desejo interior e desinteressado de abraçar o estado religioso é um autêntico chamado divino, por ser um desejo que supera a natureza, e deve ser seguido no mesmo instante. 

     São válidas as palavras de Jesus na Escritura: “Se queres ser perfeito vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres. Depois vem e segue-me!” (Mt 19,21).

    A vocação é, portanto, algo sobrenatural. E os que a vêem com olhos puramente humanos ou, pior ainda, mundanos, não a podem entender. A vocação não surge por decisão do homem, não se descobre fazendo um teste de orientação profissional, não nos pode ser mostrada por um psicólogo, um psicopedagogo, nem nenhum educador do mundo. É um chamado de Deus, e, portanto, se escuta quando se escuta a Deus: quando se reza, quando se faz silêncio interior.

Sinais de Vocação

1. Insatisfação pelas coisas do mundo:

     As riquezas e as honras são, para quem foi eleito por Deus, coisas vazias e sem sentido, já não atraem, em troca cresce o estado de busca. Quem está neste estado deseja encontrar "algo" que ainda não sabe o que é, embora saiba o que não é.      

      

 2. Temor de se condenar se continuar vivendo no mundo:

     Percebem-se os perigos que há nele, que são muitos e muito variados; tem-se em grande consideração a salvação eterna e, por isso, a alma se inclina à vida religiosa ou sacerdotal. O diabo jamais inspiraria isto.

Santo Tomas de Aquino chega a afirmar que é

tão alta a vocação ao sacerdócio ou à vida religiosa que

“seja quem fosse o que sugere o propósito de entrar na religião,

sempre este propósito vem de Deus”.

3. Forte desejo de levar uma vida de pureza:

       “Bem-aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus” (Mt,5,8).

      Quando se lê algo relativo à castidade, quando se conversa sobre a pureza, quando se escutam sermões, bate-papos etc., que falam dela, elogiam-na, sente-se no coração um especial atrativo para viver conforme a esse ideal. O demônio é inimigo da pureza; acérrimo inimigo da Puríssima Virgem Maria.

4. Desejar ter a vocação:

       Só o fato de pensar nela como algo que Deus pode me dar, é um grande indício de vocação.

5. Consciência da vaidade e da fugacidade das coisas do mundo:

      “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade” (Ecl 1,2).

     Deus mostra à pessoa que esta vida passa como um sopro e que os verdadeiros valores são os eternos. No fundo de toda autêntica vocação se encontra a ideia de eternidade: "Bom Mestre, o que tenho que fazer para herdar a vida eterna?" (Mc 10, 17).

6. Atração pela oração e pelas coisas espirituais:

     Quem começa a levar a sério a vocação, tem

normalmente um desejo inexprimível de sentir-se

unido com Deus, de conversar com Ele, de rezar.

Deseja estar sozinho, escondido do mundo para atrair

o mundo para Deus. Têm-se desejos rezar, de

aproveitar realmente o tempo e fazer penitência

pelos pecados do mundo.

     Na oração conversamos com quem sabemos que

nos ama, procuramos intimidade com Ele.

7. Disposição à entrega, ao sacrifício, ao esforço para ajudar espiritualmente aos outros:

     O amor, com amor se pagaNosso Senhor Jesus Cristo, nos amando primeiro nos deu exemplo de como amar. “O que tenho feito por Cristo, o que faço por Cristo, o que devo fazer por Cristo?” – repetia-se São Inácio de Loyola.

     O pensamento de tantos pecados e de tanta ingratidão para com Deus da parte dos homens faz-lhes sentir o dever de sofrer e sacrificar-se para assemelhar-se a Jesus.

     Deseja reparar ao Sagrado Coração pelas ofensas que de contínuo recebe dos homens. “Este é um dos sinais mais sólidos e seguros de vocação, e temos que apresentar a vida religiosa tal como ela é na realidade, ou seja, vida de renúncia e de sacrifício. É inútil procurar mitigar este lado incômodo da vida religiosa. Não seria sincero e, por tanto, esconderíamos o que a vida religiosa tem de mais atraente”. Em definitivo, é apaixonar-se pela cruz e por quem quis morrer nela para redimir a todos os homens.

8. Espírito de generosidade para com Deus:

     Outro sinal é o não estar nunca satisfeito com o que fazemos por Deus, não dizer nunca “basta”, querer fazer sempre mais por Deus e pelo nosso próximo.

     Se um jovem começar a experimentar certa inquietação, uma Santa impaciência por fazer sempre mais pela causa de Deus, estamos frente a um amor genuíno para com Jesus, frente à compreensão prática do que Ele tem feito por nós, e do pouco que fazemos por Ele.

9. Horror ao pecado:

     Horror que leva o jovem a lutar contra o pecado em si e nos demais, se trata de um medo saudável em relação ao pecado. Quem anda por estes caminhos considera suas faltas como o verdadeiro e único mal da alma, ao mesmo tempo em que vê inundar-se uma parte do mundo em uma grande corrupção e ruína espiritual.

     É certo que todo cristão deve ter horror pelo pecado, mas referimos a um desejo de perfeição muito mais forte, desejo não só de não pecar, mas também de fazer com que o mundo não peque, de pedir pelos pecadores, de perdoá-los, de serem testemunhas e co-participantes da misericórdia divina, como dizia o Apóstolo: “Revesti-vos as entranhas de misericórdia” (Col 3,12).

10. Desejo de consagrar a vida pela conversão de uma pessoa querida e, também, pelo resto dos homens.

11. Temor de ter vocação:

     Segundo São Alberto Hurtado pode ser sinal de vocação o mesmo temor de que Deus queira chamá-lo à vida religiosa. Às vezes se tem medo da vocação, tira-se todo pensamento sobre essa matéria, o qual volta com insistência, e até se reza para não tê-la! “Que Deus tenha longe de mim semelhante convite, o qual destruiria tantos castelos idealizados e acariciados”. Acontece que o demônio pode conjeturar com certa probabilidade que, se chegassem a serem sacerdotes ou religiosos, fariam muitíssimo bem, e por isso procura pôr em seus corações esses temores infundados para afastá-los do caminho que seria sua salvação e a de tantas almas.

 12. Zelo pelas almas:

      O Desejo de ir missionar para salvar almas, vendo que tantas não escutaram ainda o Evangelho de Nosso Senhor e, portanto, não recebeu os meios ordinários de salvação. Ante esta realidade, muitos ficam frios, como se fosse algo que não lhes tocasse, entretanto, outros parecem ter como uma obrigação; sentem  que devem fazer algo para ajudar, que não podem permanecer tranquilamente em suas casas. Algumas vezes esse pensamento se volta até uma fixação e os persegue. “Alguém tem que fazer algo!”

13. Desejar a vida sacerdotal ou religiosa:

     “Olhem como se amam!” diziam os pagãos dos primeiros cristãos. É esse amor e essa entrega por Cristo o que muitas vezes leva a fazer suspirar por levar uma vida similar.

Conclusão:

    É importante ter em conta que o que mencionamos aqui é simplesmente “sinais da vocação”, quer dizer, não significa que quem as tenha, possua tudo o que se requer para poder deduzir a presença de um verdadeiro chamado, a não ser que algum ou alguns desses “sinais” possuem já um fundamento certo de que alguém pode ter sido escolhido por Deus.

      Há quem nunca tenha sentido nada disto e de todos os modos entendem claramente que devem ser religiosos ou religiosas, e isto porque Deus se manifestou de algum modo diverso. Ele é o único médico das almas e dono de tudo, por isso, não há regras ou métodos que valham no momento de comunicar uma graça tão grande como é a graça da vocação e nem devemos questionar ou pôr limites na infinita liberdade de Deus.

O desejo autêntico e interior de consagrar-se a Deus somente provém do Céu.

Falácias Contra a Vocação

     Podemos dizer que, em geral, as dificuldades provêm de três setores, embora muitas vezes as dificuldades se alternem 1° - Dos homens mundanos; 2º- dos familiares carnais; e 3º- do próprio candidato.

1. Pedir conselho a muitas pessoas e deixar passar muito tempo;

     A tentação da demora. Muitos aconselham deixar passar um tempo para tomar a decisão da vocação, como se o mero fato do postergar e demorar do tempo fosse solucionar o problema. Afirma São João Bosco que “quem encontra desculpa uma vez para demorar em decidir a vocação, é quase certo, que nunca a concretizará porque sempre encontrará novas desculpas”.

    São muitos os que querem defender este tremendo engano se desculpando falsamente com textos da Sagrada Escritura: Alguns argumentam com a frase de São João que diz “não creiais em todo espírito, mas examinai aos espíritos se são de Deus” (I Jo 4,1), querendo mostrar que convém dilatar a reflexão até o infinito, pretendendo ter uma certeza metafísica da vocação. Dizem ainda que: “Satanás se disfarça de anjo de luz” (II Cor 11,14) e assim engana aos incautos com aparência de bem; por isso é mister demorar longo tempo.

     É verdade que muitas vezes Satanás sugere “bens” com intenção de enganar, no entanto deve-se saber que o demônio somente pode enganar aos sentidos corporais, já que no centro da alma somente Deus penetra. O desejo autêntico e interior de consagrar-se a Deus somente provém do Céu.

2. Dos próprios familiares quando não o aceitam e põem obstáculos;

     Costumam causar muitos danos nas almas daqueles que desejam entrar na vida religiosa o deixar-se levar pelas tentações carnais dos próprios familiares que, geralmente, obedecem mais à sensibilidade própria e à dor que leva o apartar-se do filho ou da filha que quer consagrar-se, que a vontade de Deus para eles.

      São sobre tudo os pais os que primeiro começam a lamentar-se dizendo “me deixará sozinha, ou sozinho”; “não pode me deixar assim”; tentando influir na conduta de seus filhos. Argumento que geralmente não aplicariam se esse mesmo filho se casasse ou fosse morar longe por motivos de trabalho. Tais pais, de modo egoísta, possivelmente muitas vezes sem saber, no fundo não desejam o bem e a perfeição dos seus filhos, pois não deixam que imitem aos verdadeiros seguidores de Nosso Senhor que deixando tudo o seguiram (cfr. Lc 5,11). Foi o mesmo Cristo quem aconselhou um jovem que queria dar sepultura a seus pais dizendo: “deixa que os mortos enterrem seus mortos, tu vem e me segue” (MT 8,22). “Alguns pais -dizia Dom Bosco- preferem ver seus filhos condenar-se a seu lado antes que salvar-se longe deles”. Por isso exclama São Bernardo: “Ó pai sem compaixão! Ó Mãe cruel! cujo consolo é a morte do filho; que preferem vê-los perecer com eles antes que reinar sem eles”.

3. Não achar-se digno da vocação;

     Diante dos mistérios excelsos, que celebram os sacerdotes, ninguém é digno de ser um sacerdote. A vocação é uma graça especialíssima de Deus, e, portanto, gratuita; se Ele a dá, dá também as disposições suficientes para poder exercer dignamente o ofício sacerdotal. Contudo, cada dia o sacerdote, o bispo e o Papa diz ao mostrar a Hóstia consagrada antes da Comunhão “Senhor, eu não sou digno”. Se por não ser digno se deixasse a vocação, não haveria um só sacerdote sobre a terra.

4. Achar que não tem as qualidades para ter vocação;

     Não são precisamente essas as qualidades necessárias para ter vocação. Basta o chamado de Deus. Nem mesmo Moisés tinha qualidades para falar com os judeus e, entretanto, levou adiante a obra da liberação de Israel de modo admirável. O bom religioso põe sua confiança em Deus, não em suas forças; se assim o fizer, fracassa. “Quem confia no Senhor é como o monte Sião: nunca se abala, está firme para sempre.” (Sal 125,1); “quem confiou no Senhor e foi desiludido?” (Eclo 2,10).

5. Achar que porque é pecador Deus não pode chamá-lo;

     Tremendo engano. Deus chama como quer, quando quer, onde quer e a quem quer; todo o imenso mar de nossos pecados são um nada ante uma ínfima gota da misericórdia de Deus.  Que penoso teria sido se Santo Agostinho se deixasse levar por estes pensamentos; entretanto, ele que foi um grande pecador chegou a ser Doutor da Igreja e um dos maiores teólogos de todos os tempos. Assim agiu Santa Maria Madalena, e hoje é uma das estrelas mais brilhantes do Reino dos Céus, e assim atuaram tantos Santos que agiram pensando mais na misericórdia de Deus que na miséria de seus pecados.

 6. Achar que porque existem padres e religiosos ruins, então não pode ter vocação;

      É muito grosseiro justificar-se nisto para não ser um santo sacerdote. É como quem diz que porque na Missa vem gente que é depravada em sua vida privada, então ele não vai a Missa. O grande exemplo, o grande imitável, é Jesus Cristo, aquele que disse sede perfeitos como Meu Pai celestial é perfeito (Mt 5,48), aquele que é o mesmo ontem, hoje e sempre. Quem não pecou (I Jo 3,5), porque não houve engano em sua boca (I Pe 2,22), que não é depravado, nem progressista, nem cismático, nem possuiu qualquer vício que podemos hoje observar em alguns consagrados.

7. Achar que porque tem gostos e aptidões por outras coisas não pode ter vocação;

     O homem que ama de verdade não se importa em renunciar a seus próprios interesses para fazer a vontade da pessoa amada. O amor verdadeiro é o de benevolência, querer o bem para o outro. Deixar-se levar pelos gostos pessoais é perder de vista o fim da vida, é sacrificar os interesses eternos em prol dos temporais. É esquecer esse fim que se deve alcançar como o negócio mais precioso da vida: “de que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma? (Lc 9,25). Os interesses de Deus estão sobre os nossos. Ademais, é uma escusa vã, porque de fato como sacerdote ou religiosa se pode e se deve ensinar, reger orquestras, ocupar-se de obras assistenciais etc.

 8. Achar que como leigo pode fazer igual ou maior bem que como consagrado;

     Pode ser que sim, isso é justamente o que se tem que discernir quem se proponha a eleição de estado e à possibilidade de que Deus o chame à vida religiosa. Porém, para que seja assim, deve haver razões de verdadeiro peso que o sustente. Geralmente este pensamento é por um simples conformismo, para renunciar ao plano de santidade, ao plano do máximo, por um menos ambicioso. É a proposta própria do tíbio, que só interessa em salvar-se, porém sem aspirar a toda a santidade que pode chegar a ter. 

     Quem com este argumento só busque conformar-se, pense em todas as graças que desperdiça por não seguir o verdadeiro querer de Deus, e das que ele é responsável. Porque não és nem frio nem quente, porque és tíbio, te vomitarei de minha boca (Ap 3,16), poderia chegar a escutar algum dia.

 9. Desculpar-se afirmando que se pode servir a Deus em qualquer lugar;

     Respondemos com Santo Afonso: “Sim, em todas as partes se pode servir a Deus o que não é chamado à vida religiosa, porém, isso não é o caso do que, sendo chamado à ela, quer permanecer no mundo; é muito difícil que este tenha uma boa vida e sirva a Deus”.

 10. Achar que porque namora não pode ter vocação;

     Também as tiveram alguns Santos sacerdotes e religiosas antes de entrar no Seminário ou no Covento, entretanto, e se Deus me chama para algo muito maior? Se Deus me tem destinado para outro estado, me destinou para dar-me graças que não me dará se eu não estiver no estado para o qual me chamou.

 11. Achar que tem que esperar e ficar retardando a resposta;

     Já respondemos com claridade a sutil tentação da demora do tempo.

 12. Achar que tem que ter uma certeza ou segurança total com respeito a vocação;

     Este é mais um engano; há quem para ter a certeza da vocação esperam que lhes apareça um anjo ou que possam cair de um cavalo, a certeza que podemos ter de nossa vocação é moral, não física nem metafísica. Basta tendo razões suficientes para saber que neste estado de vida se vai dar maior glória a Deus e bem às almas.

 

13. Doer-se por ter de deixar tudo e ficar sem nada;

     A vocação religiosa é deixar tudo para obter tudo;

é deixar as coisas deste mundo para aferrar-se ao

Todo que é Deus.

 

14. Achar que a vocação é uma fuga ou evasão de

algum problema;

     Longe de ser uma fuga, o autêntico chamado à

vocação religiosa é uma opção, uma opção pelo amor,

pela verdade, por dar-se todo a aquele que tanto lhe

devemos. Assim como ninguém foge para entrar na

prisão, não se foge para abraçar-se à cruz.

 15. Imaginar que só pode realizar-se casado e não como consagrado;

     O diabo está acostumado a pôr falsos sonhos, imaginações, fantasias que são simples produto de nossa sensibilidade. O julgamento da vocação de minha vida deve ser racional, e não guiado por ilusões, ou probabilidades que jamais acontecerão na realidade. A vocação não é questão da imaginação.

16. Pensar que não tem vocação porque não a sente;

     Nem sempre, nem necessariamente, nem ordinariamente o chamado à vocação é sensível, geralmente não é.

17. Não se consagrar a Deus pelo medo de depois abandonar a vocação ou de ser infiel;

     Maior vergonha seria apresentar-se no dia do julgamento sem ter feito diante de Deus o que ele queria de mim. Não há nenhuma vergonha em sair de um noviciado; ao contrário, em caso de que haja motivos autênticos para sair, essa alma é digna de louvor por sua integridade, porque só se deixa levar por motivos sobrenaturais; é um homem de princípios, que faz de sua vida um canto à vontade de Deus. Vergonha seria ver alguém sair de um prostíbulo.

18. Justificar-se dizendo que gostaria de ter esposa e ter filhos;

     É o mais lógico e o mais normal, seria de temer o contrário. Devemos compreender que só Deus é “o único Senhor que merece ser servido” (São Francisco de Borja), e “a quem servir é reinar”.

 

Dúvidas sobre a vocação

     O próprio Dom Bosco advertia que “quem se consagra a Deus com os Santos votos faz um dos oferecimentos mais preciosos e agradáveis à sua divina majestade. Mas o inimigo de nossa alma, compreendendo que por este meio a pessoa se emancipa de seu domínio, costuma turvar sua mente com mil enganos para lhe fazer retroceder e voltar de novo aos caminhos tortuosos do mundo. O principal destes enganos consiste em lhe suscitar dúvidas sobre a vocação, às quais segue o desalento, a tibieza e, frequentemente, a volta ao mundo, que tantas vezes tinha reconhecido traidor e que, por amor a Jesus Cristo tinha abandonado”.

Conclusão

     Em definitiva, são todas falsas desculpas, falácias, “sutilezas”, veleidades, sensibilidades, com as que o demônio arruína muitas vezes os jovens -e a não tão jovens- para que se afastem do chamado de Deus. São estes os numerosos esforços do inimigo, o que também devem nos fazer pensar sobre o imenso valor que tem uma vocação à vida consagrada, e quantos são os esforços que o diabo faz para afastá-la de Deus.