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     Toda a vida dos religiosos deve ordenar-se à contemplação como elemento constitutivo da perfeição cristã; No entanto, é necessário que alguns fieis expressem esta nota contemplativa da Igreja vivendo de modo particular, recolhendo-se realmente em solidão. Nesta perspectiva as monjas, de acordo com a finalidade de nossa Família Religiosa do Verbo Encarnado de evangelizar a cultura prologando a Encarnação, com sua vida dada unicamente à contemplação, contribuem com suas orações ao trabalho missionário da Igreja, dedicando-se somente a Deus na solidão e silêncio, em assídua oração e generosa penitência.

     Nossas contemplativas encerrando-se no claustro põe em prática de maneira mais perfeita e expressiva o elemento primário de toda vida cristã: "os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Porque a figura deste mundo passa." (1Cor, 29-31)

      Nossas monjas consagraram suas vidas para contemplar e viver o mistério do Verbo Encarnado na máxima expressão de seu abaixamento (Fl 2), que é a cruz e que as levará a entregar tudo e a entregar-se totalmente, demostrando assim que não há maior amor que o que dá a vida por seus irmãos.

      O seguimento de Cristo na vida contemplativa encerra:

  • Um desejo ardente de conhecer e amar pela oração o único necessário (Lc 10,42);

  • Praticar virtudes heroicas para assemelhar-se mais a Cristo que tudo o fez bem (Mc 7,37);

  • E um amor generoso pelas almas, por quem Cristo derramou seu sangue.

     

  Para isto (a salvação das almas) Ele vos reuniu aqui. Esta é vossa vocação e vosso desejo, este é o motivo de vossas lágrimas e de vossas orações… o fim pelo que o Senhor vos reuniu aqui”

                           - Santa Teresa de Jesus

     De modo que ao entrar em um mosteiro a candidata recordará aquela exortação de São Pedro Crisólogo: “Reveste-te da vestidura da santidade, cinge-te com o cíngulo da castidade; seja Cristo o escudo de proteção para tua cabeça; que a cruz se mantenha em tua frente como uma defesa; põe sobre teu peito o mistério do conhecimento de Deus, faz que arda continuamente o incenso aromático de tua oração, empunha a espada do espírito, faz de teu coração um altar; e assim posta em Deus a tua confiança, leva teu corpo ao sacrifício”.

     Sua finalidade será viver somente para Deus: este é o resumo que proclama todo o desejo que Deus colocou no coração de cada monja contemplativa. Não somente viver em presença de Deus senão que viver somente para Deus, sem mais intenção que Deus.

       Portanto, que todos os atos de suas vidas subam ao Senhor em suave odor de santidade, queimando-se como o incenso em adoração ao todo Santo, em ação de graças por tanto bem recebido, e que seja um constante doar-se a Ele em intercâmbio de amor, reparando pelos pecados próprios, os dos demais membros do Instituto, e pelos de todo o mundo, finalmente pedindo o perdão e a misericórdia sobre todos. 

     As contemplativas de nosso Instituto devem ser, no coração da Igreja, o amor, devem identificar suas vidas com o hino da caridade do Apóstolo (1Cor 13), dando sempre testemunho que “Deus é alegria infinita”. E se são o coração da Igreja, com maior razão devem ser consideradas por todos os membros de nossa congregação como o coração da mesma, sendo fonte de alegria para todos. Os mosteiros de nossa Família serão a vanguarda de nosso Instituto e guardiãs de seu espírito, mostrando a todos a primazia do amor a Deus e o valor das virtudes mortificativas do silêncio, penitência, obediência, sacrifício e amor de oblação.

A vida de oração

  • Primazia da oração

      A contemplação das coisas divinas e a união assídua com Deus na oração deve ser o primeiro e principal dever de todos os religiosos".

      Se a oração é o primeiro dever de todo religioso, particularmente o é para a monja contemplativa, que ocupa toda sua vida nela. A contemplativa buscará a intimidade com Deus em tudo o que pense, em tudo o que fale e em tudo o que obre.

 

  •   Oração litúrgica                                                             

      A vida contemplativa não se pode sustentar sem uma profunda vida de oração litúrgica. As contemplativas se exercitarão nela, já que é um meio  indispensável para alcançar a união com Deus. “Suas orações-sobretudo a participação do Sacrifício de Cristo na Eucaristia e a celebração do Ofício Divino– são a realização do ofício claríssimo, próprio da Igreja, quer dizer, a glorificação de Deus”;

      

      A oração litúrgica das contemplativas deverá ser modelo para todas as irmãs de nossa Família Religiosa, e fonte inesgotável de riqueza espiritual para todas elas. Por ela, na Santa Missa e no Ofício Divino se colocará especial empenho em marcar a variedade dos tempos e celebrações litúrgicas e especialmente de realçar os domingos e demais solenidades; buscando exercitar o canto sagrado, especialmente o gregoriano, conservando e cultivando esse rico tesouro da Igreja.