Contatos:

e-mail: nov.jesusnazareno@servidoras.org

Telefones: (11)5977-9932
                 (11)5977-3408

  • White Facebook Icon

"Consagrando-nos como escravos da Virgem queremos entrar no seio de nossa Mãe e voltar a nascer. Consagrar-nos a Jesus por Maria é seguir o caminho que seguiu Ele para vir ao mundo, que segue usando e que usará".

                                                                                                                                                        -Constituições, 118

    Para melhor consagrar-nos a Deus, fazemos um quarto voto de escravidão mariana, junto ao de Castidade, Pobreza e Obediência, que implica uma total entrega a Maria Santíssima para melhor servir a Jesus Cristo. Tal consagração é feita segundo o método exposto por São Luís Maria Grignion de Montfort. Tal escravidão é chamada por ele “escravidão de vontade” ou “de amor”[1] já que, livre e voluntariamente, movidos pelo amor, fazemos oferta de nosso corpo, nossa alma e nossos bens exteriores a Maria, a fim de que Ela disponha de tudo segundo seu beneplácito[2], seguros de que por Maria, Mãe do Verbo Encarnado, devemos ir a Ele, e que Ela há de formar “grandes Santos”[3].

     Fruto desta consagração a Santíssima Virgem é o ‘marianizar a vida’, fazendo tudo Por Maria, Com Maria, Em Maria e Para Maria, sendo este o meio mais fácil de alcançar a Jesus.

     É preciso, em primeiro lugar, fazer tudo por Maria, o qual nos indica o meio, e tal é a fusão de intenções. Nada terá que a Mãe de Deus se reserve para si, mas sim em tudo nos diz e ensina como aos servidores de Caná, fazei tudo o que Ele vos disser. (Jo 2,5). Em segundo lugar, terá que fazer tudo com a Maria, no qual se expressa a companhia e o modelo que deve guiar “todas nossas intenções, ações e operações” [4], posto que Ela é a obra mestra de Deus. Aqui, pois, nos mostra o que devemos imitar. Se o Apóstolo dizia: Tornai-vos os meus imitadores como eu o sou de Cristo (1 Cor 11,1), com maior razão poderá afirmar-se isto da Virgem, em quem tem feito maravilhas o Todo-poderoso, cujo Nome é santo! [5] “Enquanto que a Igreja na Santíssima Virgem já chegou à perfeição, por isso se apresenta sem mancha nem ruga, os fiéis… levantam seus olhos para Maria, que brilha ante toda a comunidade dos eleitos como modelo de virtudes” [6].

Não Jesus ou Maria; não Maria ou Jesus. Nem Jesus sem Maria, nem Maria sem Jesus. Não somente Jesus, também Maria; nem somente Maria, também Jesus. 

Sempre Jesus e Maria, sempre Maria e Jesus. (...)

Enfim, simplesmente: Jesus e Maria, Maria e Jesus.

     Em terceiro lugar, é necessário obrar em Maria, vale dizer, em íntima união com Ela, e com isto se mostra a permanência e unidade que tem que dar-se entre o consagrado e a Mãe de Deus. O que ama está no amante: tal é a propriedade do amor ardente, que tende de si a uma mútua compenetração, cada vez mais profunda e mais sólida. Deste modo se imita ao Verbo Encarnado, que quis vir ao mundo e habitar no seio da Maria durante nove meses, e se faz efetivo seu mandato e doação póstuma: Disse ao discípulo: Eis aqui a sua Mãe. E desde àquela hora o discípulo a recebeu em sua casa (Jo 19,27).

     Finalmente, é preciso fazer tudo para Maria. A Santíssima Virgem, subordinada sempre a Cristo segundo o desígnio eterno do Pai, deve ser o fim ao qual se dirijam nossos atos, o objeto que atraia o coração de cada consagrado e o motivo dos trabalhos empreendidos. Maria é “o fim próximo, o centro misterioso e o meio mais fácil para ir a Cristo” [7].

   Todo fiel escravo de Jesus em Maria deve, portanto, invocá-la, saudá-la, pensar Nela, falar Dela, honrá-la, glorificá-la, recomendar-se a Ela, gozar e sofrer com Ela, trabalhar, orar e descansar com Ela e, enfim, desejar viver sempre por Jesus e por Maria, com Jesus e com Maria, em Jesus e em Maria, para Jesus e para Maria.

     Por este voto, queremos manifestar nosso amor e agradecimento à Santíssima Virgem a par de obter sua ajuda imprescindível para prolongar a Encarnação em todas as coisas. O espírito de nossa Família Religiosa não quer ser outro que o Espírito Santo. E, para alcançar a disposição de suma, total e irrestrita docilidade ao Espírito Santo, que é o Espírito de Cristo (cf. Rm 8,9), necessitamos que a Santíssima Virgem seja o modelo, a guia, a forma de todos nossos atos, pelo qual, com todas as forças da alma, e do coração, hoje e sempre, digamos “Totus tuus, Maria”![8]